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Férias de julho: Como aproveitar o tempo livre das crianças de forma saudável

Psicóloga da Hapvida NotreDame Intermédica dá dicas de como curtir o mundo real e o virtual com equilíbrio durante o recesso escolar

11/07/2024 às 11h21 Atualizada em 15/07/2024 às 17h18
Por: Redação
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Foto: Divulgação
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Em tempos de telas à mão, viver férias em que as crianças ocupem o tempo com qualidade física e mental é um desafio. Mas, se o período for encarado com envolvimento e criatividade, também pode ser uma chance de criar memórias positivas, reforçar conceitos importantes e viver experiências divertidas.

Segundo Karina Siqueira, psicóloga da Hapvida NotreDame Intermédica, as férias são o momento perfeito para se realizar atividades que promovam novas descobertas, o fortalecimento das habilidades socioemocionais e o vínculo com a família, com os amigos e com novas amizades.

“Um ótimo começo é envolver as crianças no planejamento das férias. O que é possível se fazer neste período com os recursos de que se dispõe? Brincadeiras no parque, acampamentos, piqueniques na varanda e até simples passeios na cidade podem render ótimas experiências”, orienta a psicóloga.

Brincadeiras do mundo real

Segundo Karina, atividades manuais podem ser uma boa forma de entretenimento, principalmente se a criança está na primeira infância, que vai de zero aos seis anos. “Bloquinhos de montar, massinha, tinta, recortar e colar figuras são atividades que têm condições entreter a criança de forma divertida e saudável. Vale a pena ter mais de uma preparada de antemão porque, dependendo da idade, alguns perdem o interesse muito rapidamente. Nesse caso, além de estar exercitado a criatividade, a criança também vai estar trabalhando coordenação motora, percepção visual e naturalmente desenvolvendo questões cognitivas”, sugere Karina.

As férias também são ótimos momentos para socialização. “Criança gosta de criança”, afirma a psicóloga. “Ir a uma praça ou a um parque (sem o celular!), pode criar a oportunidade do surgimento de novas amizades. Mesmo crianças que não se conhecem, ao brincarem, sem a menor cerimônia, começam a conversar e interagir. Mas para isso precisam estar em ambientes que propiciem o contato com pessoas da mesma idade - sempre sob a supervisão de um adulto, é claro”, completa.

Uma ressalva aos pais e responsáveis: atenção genuína é parte fundamental da criação de memórias especiais. Para isso, é primordial que os pais estejam longe das telas nos momentos de cuidar dos pequenos. “A criança aprende muito com o exemplo e imita o que vê. Por isso é primordial se ter a consciência da força do exemplo”, diz a psicóloga.

É possível ficar 100% sem o celular?

No tempo em que vivemos, pode haver, sim, momentos de se utilizar as telas. Nesse caso, a dica é que haja um limite de tempo. “O ideal é que a criança não passe mais do que três horas consecutivas assistindo a algo em um aparelho eletrônico. Depois disso, é necessário que faça uma atividade offline”, orienta a profissional. A escolha de conteúdos apropriados a cada idade também é muito importante. “Há uma infinidade de programas educativos na TV, na internet e nos canais de streaming. Conteúdos que ensinam sobre as letras, os números, as cores, questões éticas e de bom relacionamento com os outros e com o mundo", orienta a psicóloga. Conteúdos que tragam violência ou tenha teor perturbador devem ser evitados. Equilíbrio e atenção são as palavras de ordem.

Uma última dica: “Celebre as conquistas e realizações das crianças, como aprender a nadar, andar de bicicleta, fazer um bolo ou qualquer outra realização. Esses marcos também podem tornar as férias inesquecíveis”, finaliza Karina

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